Distimia (Transtorno Depressivo Persistente): Sinais, Teste e Tratamento

Distimia (Transtorno Depressivo Persistente): Sinais, Teste e Tratamento — Dr. David Sosa Dias, Psiquiatra em Botafogo, Rio de Janeiro

Resposta direta

A distimia, chamada no DSM-5 de transtorno depressivo persistente, é uma depressão de longa duração: humor deprimido na maior parte do dia, na maioria dos dias, por pelo menos 2 anos em adultos (1 ano em crianças e adolescentes), com sinais como cansaço, baixa autoestima, desesperança e alterações de sono e apetite. Não existe um teste que confirme a distimia: questionários como o PHQ-9 olham só as últimas 2 semanas e servem de rastreio. O diagnóstico é feito na consulta, e o tratamento combina psicoterapia e, quando indicado, medicação.

Distimia ou depressão maior?

Distimia (transtorno depressivo persistente)Episódio de depressão maior
Duração2 anos ou mais, sem intervalos de mais de 2 meses sem sintomasPelo menos 2 semanas; costuma ter começo e fim
IntensidadeEm geral mais leve, mas contínuaModerada a grave
InícioMuitas vezes na adolescência ou no começo da vida adulta, sem data claraPode começar em qualquer idade, com mudança perceptível
Como a pessoa descreve"Sempre fui assim""Eu não era assim"

O DSM-5 reuniu, sob o nome transtorno depressivo persistente, a antiga distimia e a depressão maior que dura dois anos ou mais. Por isso, um quadro persistente também pode ser intenso.

Sinais da distimia

O centro do quadro é o humor deprimido na maior parte do dia, na maioria dos dias. Em crianças e adolescentes, pode aparecer como irritabilidade. Junto com ele, há pelo menos dois destes sinais:

Ao longo desses dois anos, a pessoa não passa mais de dois meses seguidos sem os sintomas, e o quadro causa sofrimento ou atrapalha o trabalho, os estudos ou as relações.

Existe teste para distimia?

Não existe um questionário que dê o diagnóstico de distimia. O teste de depressão (PHQ-9) é útil como rastreio, mas pergunta sobre as últimas duas semanas, e o que define a distimia é a duração. Um resultado leve no PHQ-9 em alguém que se sente assim há anos merece avaliação.

Antes da consulta, ajuda anotar:

Por que muita gente acha que é o jeito de ser

A distimia costuma começar cedo e sem um marco. Como a pessoa não se lembra de ter se sentido diferente, o desânimo, o pessimismo e a autocrítica passam a ser vistos como personalidade, por ela e por quem convive com ela. Esse é o principal motivo de o diagnóstico demorar anos. Com o tratamento, muitas pessoas descobrem que o que achavam ser o seu temperamento era sintoma.

Depressão dupla

Quando um episódio de depressão maior aparece em cima de uma distimia, fala-se em depressão dupla. É comum: boa parte das pessoas com distimia tem ao menos um episódio de depressão maior ao longo da vida. Muitas só procuram ajuda nessa piora, e o tratamento precisa mirar também o quadro de base. Se não, a pessoa melhora do episódio e volta ao "normal" dela, que continua sendo a distimia.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é clínico, na consulta psiquiátrica, com base na história e nos critérios do DSM-5-TR (transtorno depressivo persistente), da CID-10 (F34.1) e da CID-11 (6A72, transtorno distímico). A avaliação também procura o que pode imitar ou acompanhar o quadro:

Veja também os tipos de depressão e como cada um se diferencia.

Tratamento

Saiba mais sobre o tratamento da depressão.

Quando procurar um psiquiatra

Se você se sente para baixo na maior parte dos dias há meses ou anos, e isso pesa no trabalho, nos estudos ou nas relações, vale uma avaliação, mesmo que pareça ser o seu jeito. Se houver pensamentos de morte ou de se machucar, não espere: procure um pronto-socorro, ligue 192 ou fale com o CVV pelo 188.

Dr. David Sosa Dias — psiquiatra IPUB/UFRJ

Avaliação psiquiátrica

Sente-se para baixo há anos?

Dr. David Sosa Dias · IPUB/UFRJ · CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051 · Botafogo e telemedicina

A avaliação psiquiátrica diferencia a distimia de outros quadros, investiga causas clínicas e condições associadas e organiza o tratamento. Presencial em Botafogo ou por telemedicina, com primeira consulta em até 48 horas.

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Autor e revisão médica: Dr. David Sosa Dias, psiquiatra (CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051), residência pelo IPUB/UFRJ. Conteúdo informativo; não substitui consulta. Em crise ou com risco imediato, procure um pronto-socorro ou ligue 192.

Atendimento com Dr. David Sosa Dias

Médico psiquiatra com registro CRM-RJ 52.86494-3 e RQE 19051, residência em Psiquiatria pelo IPUB/UFRJ e mais de 15 anos de experiência clínica. Atendimento presencial no Instituto InMind, Rua Real Grandeza 108, salas 107 e 108 — Botafogo, Rio de Janeiro — e por telemedicina para pacientes em todo o Brasil, conforme diretrizes do Conselho Federal de Medicina.

Agendamento exclusivamente particular (sem convênios) pelo WhatsApp +55 21 99587-8011, de segunda a sexta, 09h às 19h. Cada caso recebe avaliação diagnóstica detalhada, plano terapêutico individualizado e acompanhamento longitudinal baseado em evidências.

Perguntas Frequentes

O que é distimia?

É uma depressão de longa duração, chamada no DSM-5 de transtorno depressivo persistente: humor deprimido na maior parte do dia, na maioria dos dias, por pelo menos 2 anos em adultos, com sinais como cansaço, baixa autoestima, desesperança e alterações de sono e apetite.

Qual a diferença entre distimia e depressão?

O episódio de depressão maior dura pelo menos 2 semanas e costuma ter começo e fim. A distimia dura 2 anos ou mais, em geral com sintomas mais leves e contínuos. Quando um episódio de depressão maior aparece em cima de uma distimia, fala-se em depressão dupla.

Existe teste para distimia?

Não existe um questionário que confirme a distimia. O PHQ-9 serve de rastreio, mas avalia só as últimas 2 semanas, e o que define a distimia é a duração. O diagnóstico é feito na consulta psiquiátrica.

Distimia tem tratamento?

Sim. O tratamento combina psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental, e, quando indicado, medicação antidepressiva. Na depressão crônica, a combinação costuma funcionar melhor. O objetivo é a remissão dos sintomas.

Distimia é o mesmo que ter personalidade pessimista?

Não. Como a distimia começa cedo e dura anos, os sintomas costumam ser confundidos com o jeito de ser. Quando o quadro é tratado, muitas pessoas percebem que o desânimo e a autocrítica eram sintomas.

Qual é o CID da distimia?

Na CID-10, distimia é F34.1. Na CID-11, é 6A72 (transtorno distímico). No DSM-5-TR, o quadro se chama transtorno depressivo persistente.