Infusão de cetamina (intravenosa e subcutânea) para depressão resistente — Instituto InMind, Botafogo
Infusão de cetamina: o que é, para que serve e como é a sessão
O que é. A infusão de cetamina é a administração de cetamina racêmica em dose subanestésica (cerca de 0,5 mg/kg) por via endovenosa — em infusão lenta de aproximadamente 40 minutos — ou por via subcutânea, em ambiente clínico monitorado, para tratar depressão resistente (falha a dois ou mais antidepressivos em dose e tempo adequados). Atua nos receptores NMDA do glutamato e, em pacientes que respondem, o início de efeito pode ocorrer em 24 a 72 horas.
Para que serve. Depressão resistente ao tratamento é a indicação principal; também é considerada em depressão com ideação suicida que exige resposta rápida, sempre após avaliação psiquiátrica estruturada que confirme a resistência e revise contraindicações (hipertensão não controlada, doença cardiovascular instável, psicose, uso de substâncias).
Como é a sessão. Aferição de pressão arterial e sinais vitais, acesso venoso (ou aplicação subcutânea), infusão de ~40 minutos em poltrona reclinável com psiquiatra e enfermagem presentes, observação até a estabilidade clínica e alta com acompanhante — sem dirigir no mesmo dia. Efeitos transitórios como dissociação leve, tontura e elevação da pressão arterial costumam regredir em 1 a 2 horas. O protocolo do Instituto InMind tem 8 sessões na fase de resgate e, quando indicado, 4 sessões de manutenção; o valor é apresentado após a consulta de avaliação, conforme o número de sessões indicado.
Endovenosa ou subcutânea? A via endovenosa permite controle fino da dose e é a principal; a subcutânea dispensa acesso venoso e pode ser usada nas primeiras sessões de adaptação ou quando o acesso é difícil. A escolha é clínica, feita na avaliação.
Cetamina para Depressão Resistente
A administração de cetamina por via intravenosa (EV/IV) — modalidade principal — com opção de via subcutânea (SC) para primeiras sessões de adaptação é um protocolo de psiquiatria intervencionista para depressão resistente ao tratamento (DRT) e ideação suicida ativa. A cetamina racêmica (R+S) é administrada em dose subanestésica individualizada. A via intravenosa (EV) é a modalidade principal por permitir controle preciso da farmacocinética, ajuste em tempo real e interrupção imediata se necessário. A via subcutânea (SC), estudada em um ensaio-piloto (Loo et al., 2016) e no ensaio KADS (2023), fica disponível como opção clínica para primeiras sessões de adaptação ou preferência específica do paciente. O uso é off-label, mas amplamente respaldado por mais de duas décadas de literatura clínica (Zarate 2006, Loo 2016/2023, Cochrane, consenso ASKP, CANMAT 2023). Conduzida no Instituto InMind, em Botafogo, Rio de Janeiro, pelo Dr. David Sosa (CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051).
Clínica Especializada em Cetamina em Botafogo, Rio de Janeiro
O Instituto InMind é a clínica de psiquiatria intervencionista do Dr. David Sosa, localizada na Rua Real Grandeza 108, salas 107 e 108, Botafogo, RJ — a 5 minutos do metrô Botafogo. Oferece cetamina em ambiente clínico monitorado, com via intravenosa (IV/EV) como principal e via subcutânea (SC) disponível como opção para primeiras sessões de adaptação: sala equipada, equipe médica dupla (psiquiatra + médico clínico especializado no procedimento), suporte de enfermagem treinada e materiais de emergência conforme normativa ANVISA, com aferição contínua de pressão arterial, frequência cardíaca e saturação de oxigênio em todas as sessões. Atende pacientes de toda a Zona Sul do Rio de Janeiro — Flamengo, Catete, Humaitá, Cosme Velho, Jardim Botânico, Copacabana, Ipanema, Leblon — e da Barra da Tijuca. Toda indicação parte de avaliação psiquiátrica completa, evitando uso fora de contexto clínico apropriado.
O que é o procedimento
A infusão intravenosa de cetamina é um protocolo médico indicado para depressão resistente ao tratamento (DRT) e ideação suicida ativa, conduzido pelo Dr. David Sosa no Instituto InMind, em Botafogo, Rio de Janeiro. O uso é off-label em ambiente clínico monitorado. Atua de forma rápida sobre o sistema glutamatérgico, modulando receptores NMDA e promovendo neuroplasticidade sináptica via mTOR/BDNF — mecanismo distinto e complementar ao dos antidepressivos serotonérgicos clássicos.
Evidência científica — literatura recente comentada
O uso de cetamina intravenosa para depressão resistente é amparado por mais de duas décadas de literatura clínica. A seguir, uma seleção curada de estudos recentes (2023–2025) publicados em revistas de alto impacto, com o respectivo identificador DOI para consulta direta:
- Zarate CA Jr. e cols. (NIMH, 2006) — ensaio randomizado pioneiro que demonstrou resposta antidepressiva em até 24 horas após dose única de cetamina IV em pacientes com depressão resistente. Archives of General Psychiatry. Marco fundacional da indicação.
- Anand A. e cols. (NEJM, 2023) — ensaio ELEKT-D — RCT aberto comparando cetamina intravenosa subanestésica vs eletroconvulsoterapia (ECT) em depressão resistente não-psicótica. Resultado: cetamina IV não-inferior à ECT na taxa de resposta. Marco clínico que reposiciona a cetamina IV ao lado de uma terapia historicamente padrão-ouro. New England Journal of Medicine · DOI: 10.1056/NEJMoa2302399.
- Mathew SJ. e cols. (JAMA Network Open, 2024) — análise secundária ELEKT-D — identifica características clínicas (idade, gravidade basal, comorbidade ansiosa, falhas terapêuticas prévias) que ajudam a guiar a decisão compartilhada entre cetamina IV e ECT em DRT. Apoia a tomada de decisão individualizada caso a caso. JAMA Network Open · DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2024.17786.
- Loo CK. e cols. (Br J Psychiatry, 2023) — KADS trial — RCT fase 3 duplo-cego com 4 semanas de cetamina racêmica subcutânea em DRT, com tamanho amostral robusto. Confirma eficácia e segurança da racêmica em protocolo ambulatorial. British Journal of Psychiatry · DOI: 10.1192/bjp.2023.79.
- Bahji A. e cols. (J Affect Disord, 2024) — revisão sistemática com meta-análise de RCTs de cetamina em depressão resistente, com análise de escalonamento de dose. Reforça a base de evidências para o uso em DRT. Journal of Affective Disorders · DOI: 10.1016/j.jad.2024.03.137.
- Hashemi SM. e cols. (BMC Psychiatry, 2024) — RCT que avalia efeitos antidepressivos rápidos e sustentados de cetamina IV em depressão resistente com ideação suicida ativa — indicação prioritária do protocolo no Instituto InMind. BMC Psychiatry · DOI: 10.1186/s12888-024-05716-0.
Em conjunto, esses estudos consolidam o reconhecimento de meta-análises da Cochrane e do consenso ASKP (American Society of Ketamine Physicians), além das diretrizes da APA e do CANMAT 2023, que classificam o protocolo de cetamina IV como opção válida e clinicamente estabelecida em depressão resistente ao tratamento.
Citação responsável: os DOIs acima permitem acesso direto às publicações originais via PubMed/NIH (pubmed.ncbi.nlm.nih.gov) ou via plataformas dos próprios periódicos. A indicação clínica é sempre individualizada após avaliação psiquiátrica completa, em estrita conformidade com as diretrizes brasileiras (CFM Resolução 2.314/2022 para telemedicina e RDCs ANVISA aplicáveis).
Para quem é indicado
- Depressão resistente — falha de pelo menos dois antidepressivos em dose plena
- Ideação suicida ativa com necessidade de resposta rápida
- Depressão bipolar resistente (em casos selecionados, com estabilizador do humor associado)
- Pacientes com intolerância significativa a antidepressivos convencionais
Contraindicações relativas incluem hipertensão arterial não controlada, doença cardiovascular grave instável, glaucoma de ângulo fechado, gravidez, psicose ativa e histórico de uso problemático de substâncias dissociativas.
Cetamina intravenosa ou subcutânea: qual a diferença?
As duas vias usam a mesma substância em dose baixa e exigem avaliação prévia e monitoramento. A intravenosa é infundida na veia em cerca de 40 minutos e é a via mais estudada. A subcutânea é aplicada sob a pele, sem acesso venoso, e tem estudos menores, mas em crescimento, como o ensaio KADS (2023). No Brasil, o uso em depressão é off-label nas duas vias. Não há estudo que mostre uma via superior para todos os pacientes; a escolha é feita na avaliação.
| Intravenosa | Subcutânea | |
|---|---|---|
| Acesso venoso | Sim | Não |
| Ajuste da dose | Durante a infusão | Entre as sessões |
| Evidência | Maior volume de estudos | Ensaio-piloto, KADS e estudos menores |
| Monitoramento e alta acompanhada | Sim | Sim |
Como funciona o protocolo
O protocolo do Instituto InMind tem 8 sessões na fase de resgate, em geral 2 por semana, e, quando indicado, 4 sessões de manutenção, com infusões de cerca de 40 minutos em dose subanestésica (0,5 mg/kg), seguidas de 30 a 60 minutos de observação. Cada sessão é realizada em ambiente clínico monitorado, com aferição contínua de pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio e avaliação psiquiátrica antes e após cada infusão. A indução à sessão inclui psicoeducação, manejo de expectativas e avaliação de segurança.
Resultados esperados
A literatura aponta resposta antidepressiva em casos selecionados de pacientes com DRT após avaliação psiquiátrica individualizada, com início de ação tipicamente em 24 a 72 horas — significativamente mais rápido que antidepressivos convencionais (que levam 4 a 6 semanas para mostrar efeito clínico). Estudos consolidados (McIntyre et al., 2021; Sanacora et al., APA Task Force 2017) documentam taxa de resposta de 60 a 70% em pacientes com DRT após protocolo padrão de 6 sessões — significativamente superior à taxa esperada com nova troca de antidepressivo (~20-30% em estágios avançados de STAR*D). A duração do efeito agudo varia de dias a semanas; por isso, a manutenção é planejada de forma individualizada, podendo envolver sessões adicionais espaçadas e otimização farmacológica oral.
Cetamina IV para depressão vale a pena? Quando compensa
Vale a pena em cenários clínicos específicos, não como primeira linha nem para depressão leve/moderada. Compensa quando: (1) o paciente já falhou a 2 ou mais antidepressivos em dose e tempo adequados (definição de depressão resistente); (2) há ideação suicida ativa ou risco iminente que exige resposta rápida (24-72h); (3) o custo/tempo de novas trocas de antidepressivo com resposta baixa esperada supera o investimento no protocolo intervencionista; (4) há preferência clínica por intervenção com resposta rápida em vez de espera de 4-6 semanas por efeito de nova troca de medicação oral. Não compensa em: depressão leve, primeiro episódio, DRT sem falha adequada de terapias prévias, contraindicações cardiovasculares/psicóticas ou em ausência de estrutura de acompanhamento longitudinal.
No Instituto InMind, a decisão sobre iniciar cetamina IV é sempre compartilhada, precedida por consulta de elegibilidade, revisão de tratamentos prévios (com escalas objetivas de refratariedade), discussão explícita de riscos, benefícios e alternativas (EMT/rTMS, ECT, otimização farmacológica). A decisão nunca é apressada.
Quanto tempo dura o efeito da cetamina IV?
O efeito antidepressivo agudo da cetamina intravenosa tem duração variável, dependente da dose, do número de sessões e das características individuais do paciente. Padrão observado na literatura e na prática clínica:
- Dose única — efeito antidepressivo emerge em 24-72h, com pico em 24 horas, atenuando-se gradualmente ao longo de 7-14 dias em casos sem administração continuada.
- Protocolo de resgate de 8 sessões (em geral 2 por semana, cerca de 4 semanas) — efeito consolidado que pode durar semanas a meses após o encerramento do protocolo inicial.
- Manutenção espaçada — em pacientes que respondem bem, sessões de manutenção (a cada 2 a 8 semanas) prolongam a resposta e reduzem risco de recaída. Duração da manutenção varia conforme estabilidade clínica.
- Efeito antisuicida — pode aparecer em horas e durar dias, importante em quadros de risco iminente. Referência: Wilkinson et al., Am J Psychiatry 2018.
Importante: cetamina IV não é cura. É intervenção que abre janela terapêutica na qual é essencial otimizar o tratamento oral, articular psicoterapia estruturada e ajustar fatores de estilo de vida — o esforço longitudinal é o que sustenta a resposta.
Reconhecimento pelo CFM e regulação brasileira
O uso off-label da cetamina intravenosa para depressão resistente é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como prática clínica aceita quando conduzida por médico especialista, em ambiente com infraestrutura adequada, mediante avaliação individualizada e consentimento informado do paciente. A cetamina é medicamento controlado pela ANVISA (Portaria SVS/MS 344/98), listada em classe B1, cuja aquisição e uso seguem regulamentação específica. Boas práticas clínicas seguidas: diretrizes CANMAT 2023, APA Task Force on Ketamine 2017, ASKP (American Society of Ketamine Physicians) e RDC ANVISA pertinentes a procedimentos em consultório.
Cobertura por plano de saúde e via judicial
Para a consulta psiquiátrica de avaliação, o caminho é o reembolso conforme o contrato: veja o guia de reembolso de consulta com psiquiatra particular.
A cetamina IV/SC (racêmica, uso off-label) não consta no rol obrigatório da ANS. Na prática, quase todos os planos de saúde no Brasil negam o tratamento por via administrativa. Desde 2022, o cenário jurídico mudou significativamente:
- Lei 14.454/2022 — alterou a Lei 9.656/98 e tornou o rol da ANS exemplificativo. Procedimentos e medicamentos fora do rol podem ser cobertos quando comprovadas: (a) eficácia à luz das ciências da saúde e da medicina baseada em evidências, OU (b) recomendação por órgão de avaliação de tecnologias em saúde com renome internacional (NICE, CADTH, FDA, EMA), OU (c) recomendação por pelo menos um órgão sanitário estrangeiro de renome.
- STJ, jurisprudência 2023-2025 — decisões reiteradas reconhecem que a negativa de cobertura para medicamento aprovado pela ANVISA, prescrito pelo médico assistente e sem alternativa terapêutica eficaz no rol, é conduta abusiva à luz do Código de Defesa do Consumidor (Súmula 608 do STJ).
- STF ADI 7265 — definiu critérios para revisão judicial de negativas: exige prescrição médica formal e especializada + pedido administrativo formalizado ao plano + recusa expressa da operadora.
Como cada modalidade se posiciona juridicamente
- Cetamina IV racêmica (uso off-label) — caminho requer fundamentação técnica mais robusta. Apesar de off-label, a substância tem registro ANVISA há décadas (uso anestésico), o protocolo antidepressivo é padrão em CANMAT 2023, APA Task Force 2017 e consenso ASKP, e o estudo ELEKT-D (NEJM, 2023) demonstrou não-inferioridade em relação à eletroconvulsoterapia. Decisões liminares favoráveis existem.
- Cetamina subcutânea (SC) — mesma base clínica da IV, com estudo KADS trial (Loo et al., Br J Psychiatry, 2023) como suporte principal. Argumentação judicial semelhante à IV.
O que o médico assistente entrega para a ação judicial
O papel do psiquiatra é documentar tecnicamente — não representar juridicamente. O laudo emitido pelo Dr. David Sosa em favor da cobertura judicial de cetamina contém:
- Diagnóstico psiquiátrico com critérios DSM-5-TR, tempo de evolução e gravidade documentada por escala validada (PHQ-9, MADRS, BDI-II)
- Confirmação de depressão resistente ao tratamento (DRT) — histórico detalhado de tratamentos prévios: nome dos antidepressivos, doses, tempo de uso, motivo de descontinuação. Atende à definição internacional (falha a ≥2 antidepressivos em dose e tempo adequados)
- Fundamentação clínica — citação das diretrizes internacionais (CANMAT 2023, APA Task Force 2017, ASKP, consenso Lefaucheur) e dos principais estudos (Zarate 2006, Loo 2016 e KADS 2023, Anand 2023 ELEKT-D)
- Justificativa da modalidade escolhida — por que IV, SC ou intranasal é o mais indicado ao caso, considerando eficácia esperada, perfil de segurança, comorbidades e histórico terapêutico
- Protocolo proposto — número de sessões, dose, frequência, critérios objetivos de resposta e plano de manutenção
- Justificativa da urgência quando pertinente (risco de suicídio, prejuízo funcional grave, refratariedade prolongada) — sustenta pedido de liminar
O laudo é elaborado após consulta psiquiátrica presencial ou por telemedicina para revisão de prontuário e confirmação de refratariedade. O paciente contrata separadamente advogado de sua escolha para conduzir a ação — normalmente escritórios com prática em direito à saúde. A decisão judicial não é garantida (depende do juiz, comarca, plano e histórico específico), mas o embasamento técnico rigoroso aumenta materialmente as chances de decisão favorável, sobretudo em pedidos liminares.
Consultas com essa finalidade específica seguem o formato padrão (presencial ou por telemedicina). Emissão de laudo detalhado tem custo próprio informado após avaliação, proporcional ao tempo de estudo do caso.
Por que fazer no Instituto InMind
O Instituto InMind, em Botafogo (Rua Real Grandeza 108, salas 107 e 108), oferece estrutura clínica adequada: sala monitorada, suporte de enfermagem, materiais de emergência conforme normativa da ANVISA e RDC pertinentes, e avaliação psiquiátrica antes, durante e após cada sessão. A indicação é sempre individualizada após avaliação diagnóstica criteriosa do Dr. David Sosa, evitando uso fora de indicação.
Equipe clínica do protocolo
O protocolo de cetamina IV/EV no Instituto InMind é conduzido por equipe multiprofissional treinada:
- Dr. David Sosa Dias — Psiquiatra assistente e responsável clínico · CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051 · IPUB/UFRJ · Harvard Medical School (GPM for BPD). Conduz avaliação psiquiátrica prévia, indica o protocolo individualizado, supervisiona todas as sessões e realiza reavaliações longitudinais.
- Médico clínico especializado no procedimento — profissional treinado especificamente em infusão de cetamina IV: punção venosa periférica, manejo hemodinâmico, monitorização de sinais vitais em tempo real e conduta em intercorrências agudas. Presença médica dupla durante toda a sessão, ampliando a segurança do procedimento.
- Equipe de enfermagem especializada e treinada para o procedimento — técnicos/enfermeiros com treinamento específico em monitorização de infusão IV (pressão arterial, saturação de oxigênio, frequência cardíaca contínua) e resposta a intercorrências. Presente do início ao fim de cada sessão.
- Suporte clínico — sala equipada com material de emergência (oxímetro, esfigmomanômetro, kit de emergência conforme RDC ANVISA), climatização e ambientação apropriadas ao procedimento.
O paciente recebe orientação pré-sessão, é acompanhado individualmente durante os 40 minutos de infusão e observado no período pós-imediato antes da liberação. Acompanhante é obrigatório para retorno pra casa após cada sessão.
Cetamina intravenosa ou EMTr — qual escolher
Dois protocolos de psiquiatria intervencionista têm evidência consolidada para depressão resistente. A escolha não é "qual é melhor" em abstrato, e sim qual é o mais adequado para o perfil clínico do paciente:
- Cetamina IV (intravenosa, racêmica) — protocolo de 8 sessões, infusão de cerca de 40 minutos em dose subanestésica (0,5 mg/kg). Maior corpo de evidência (desde Zarate 2006). Resposta inicial tipicamente em 24-72h em casos selecionados de DRT, após avaliação psiquiátrica individualizada.
- EMTr / rTMS — neuromodulação magnética não invasiva, sem medicação, 20-30 sessões diárias em 4-6 semanas. Ideal para pacientes que rejeitam abordagem farmacológica adicional, com contraindicações à cetamina ou que preferem evitar infusão. Evidência nível A CANMAT 2023. Saiba mais sobre EMTr.
Na maioria dos casos de depressão resistente sem complicação adicional, a cetamina IV costuma ser considerada pela rapidez de resposta e pelo volume de evidência, e por isso é uma das opções intervencionistas mais usadas no Instituto InMind. A EMTr é alternativa preferencial quando há histórico de uso problemático de substâncias dissociativas, contraindicação clínica à cetamina ou preferência por abordagem não medicamentosa.
O tratamento com cetamina para depressão é seguro? Contraindicações e segurança
Com pacientes selecionados, dose baixa e monitoramento, os efeitos adversos costumam ser passageiros, mas o tratamento não é isento de riscos e os dados de uso prolongado ainda são limitados. Os efeitos mais comuns são dissociação, tontura, náusea e aumento da pressão arterial, que em geral passam em 1 a 2 horas; por isso há aferição da pressão, observação até a alta e a orientação de não dirigir até o dia seguinte. Dependência e lesão de bexiga foram descritas sobretudo em uso recreativo frequente e em doses altas. A cetamina é registrada na ANVISA como anestésico; o uso em depressão é off-label, com consentimento informado.
A infusão intravenosa de cetamina exige avaliação clínica prévia rigorosa. Contraindicações absolutas incluem psicose ativa, mania não tratada, hipertensão arterial não controlada com risco cardiovascular agudo e hipersensibilidade conhecida ao composto. Contraindicações relativas — que exigem avaliação individualizada e podem permitir o protocolo com ajustes — incluem doença cardiovascular grave estável, glaucoma de ângulo fechado, gravidez, histórico de transtorno por uso de substâncias dissociativas e hipertireoidismo não compensado. Cada paciente recebe avaliação clínica completa antes de qualquer indicação.
Acompanhamento longitudinal pós-infusão
O efeito agudo da cetamina dura tipicamente de dias a semanas. Por isso, o protocolo de infusão NÃO é tratamento isolado: faz parte de um plano longitudinal que inclui (a) otimização da farmacoterapia oral em curso, (b) integração com psicoterapia estruturada, (c) plano de manutenção individualizado e (d) reavaliação periódica de resposta com escalas validadas (PHQ-9, MADRS, BDI-II). A frequência das sessões de manutenção é definida caso a caso — pode variar de quinzenal a mensal, ou mesmo mais espaçada, conforme estabilidade clínica.
Por que com Dr. David Sosa
- Médico psiquiatra assinante — CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051 · residência pelo IPUB/UFRJ. Toda indicação para cetamina passa por avaliação clínica completa.
- Avaliação psiquiátrica prévia obrigatória — a indicação para cetamina é feita após consulta clínica completa, não como sessão isolada vendida no balcão.
- Integração com tratamento medicamentoso e psicoterápico — o protocolo de infusão é parte de um plano longitudinal, articulado com a farmacoterapia em curso e com a psicoterapia.
- Estrutura clínica completa no mesmo endereço — ambulatório psiquiátrico, sala de infusão monitorada, suporte de enfermagem e equipamentos de segurança conforme normativa ANVISA. EMTr/rTMS também disponível, permitindo escolha de protocolo conforme caso.
- Localização em Botafogo (Zona Sul) — Rua Real Grandeza 108, sala 108. A 5 minutos do metrô Botafogo, com acesso fácil de Flamengo, Catete, Humaitá, Copacabana, Ipanema e Leblon.
- 400+ avaliações públicas com nota 5,0 no Google e na Doctoralia.
Para pacientes que preferem tratamento não invasivo, oferecemos também EMT/rTMS (Estimulação Magnética Transcraniana) no mesmo consultório. Indicação após avaliação psiquiátrica. Conheça também a equipe científica do Instituto InMind — psiquiatras, ginecologia integrada e psicologia em TCC.
Última revisão clínica: junho de 2026 — Dr. David Sosa Dias (CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051).
Faixa de valores da cetamina IV no Instituto InMind (2026)
Transparência de precificação — o que o paciente precisa saber antes de agendar avaliação:
- Consulta psiquiátrica de elegibilidade (obrigatória): anamnese completa, revisão de tratamentos prévios, mapeamento de comorbidades e definição de elegibilidade ao protocolo.
- Sessão individual de cetamina IV (racêmica, via principal): sob orçamento apresentado após avaliação, conforme complexidade clínica, dose individualizada, tempo de infusão e observação pós-imediato. Cotação exata apresentada após avaliação.
- Protocolo padrão (8 sessões): orçamento total consolidado apresentado após a consulta de elegibilidade. Considera sessões, monitorização e reavaliações inclusas.
- Manutenção pós-indução: definida caso a caso (quinzenal, mensal ou mais espaçada), com valor por sessão informado no plano longitudinal.
Atendimento exclusivamente particular. O Instituto InMind emite recibo médico para tentativa de reembolso conforme política individual do plano de saúde.
Logística prática — antes e depois de cada sessão
Informações operacionais que economizam tempo no agendamento e melhoram a segurança do procedimento:
- Jejum: jejum leve de 4 a 6 horas antes da sessão (água em pequena quantidade permitida até 2 horas antes). Reduz risco de náusea e broncoaspiração durante a infusão.
- Acompanhante obrigatório: o paciente NÃO pode retornar sozinho para casa após a sessão. Acompanhante adulto deve estar presente para acompanhar o retorno.
- Não dirigir por 12 horas: pela ação dissociativa residual e efeito sedativo leve, condução de veículo é contraindicada nas 12 horas seguintes à infusão.
- Duração total no consultório: aproximadamente 2 horas (30min preparação e psicoeducação + 40min de infusão + 30 a 60min de observação pós-imediato antes da liberação).
- Roupa confortável e ambiente controlado: a sala de infusão do Instituto InMind é climatizada, com poltrona reclinável, iluminação controlada e ambientação apropriada ao procedimento.
- Suspensão prévia de medicações: alguns fármacos (benzodiazepínicos em dose alta, lamotrigina em situações específicas) podem interferir na resposta. A conduta é individualizada pelo Dr. David na consulta prévia.
No Instituto InMind, o protocolo oferecido é o de cetamina IV racêmica (via principal), com SC como opção para primeiras sessões de adaptação.
Leituras complementares
- Meu antidepressivo não está funcionando — o que fazer
- Depressão associada a Ansiedade, TDAH ou TEA
- Cetamina IV para depressão resistente — como funciona — mecanismo NMDA, protocolo padrão e critérios de resposta.
- Cetamina para depressão — guia clínico introdutório — o que é, quando indicar, evidência.
- Depressão resistente — critérios e definição operacional — quando o quadro atende definição de refratariedade.
- Depressão que não melhora com antidepressivo — passo a passo clínico antes do escalonamento intervencionista.
Atendimento com Dr. David Sosa Dias
Médico psiquiatra com registro CRM-RJ 52.86494-3 e RQE 19051, residência em Psiquiatria pelo IPUB/UFRJ e mais de 15 anos de experiência clínica. Atendimento presencial no Instituto InMind, Rua Real Grandeza 108, salas 107 e 108 — Botafogo, Rio de Janeiro — e por telemedicina para pacientes em todo o Brasil, conforme diretrizes do Conselho Federal de Medicina.
Agendamento exclusivamente particular (sem convênios) pelo WhatsApp +55 21 99587-8011, de segunda a sexta, 09h às 19h. Cada caso recebe avaliação diagnóstica detalhada, plano terapêutico individualizado e acompanhamento longitudinal baseado em evidências.
Para aprofundar
Dr. David Sosa Dias — médico psiquiatra em Botafogo, Rio de Janeiro
Diretor clínico do Instituto InMind, residência em Psiquiatria pelo IPUB/UFRJ, Mestrado pela PUC-Rio e formação em Harvard Medical School (GPM for BPD). CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051.
Conheça o Instituto InMind — Botafogo, Rio de Janeiro
Recepção, consultório, sala de acolhimento, sala de infusão de cetamina IV e sala de Estimulação Magnética Transcraniana (EMTr/rTMS) — Rua Real Grandeza 108, salas 107 e 108.
Agende sua consulta com Dr. David Sosa
Atendimento particular em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, e telemedicina para todo o Brasil.
Perguntas Frequentes
Infusão de cetamina: para que serve?
Para depressão resistente ao tratamento — quando dois ou mais antidepressivos, em dose e tempo adequados, não produziram resposta suficiente — e, em casos selecionados, para depressão com ideação suicida que exige resposta rápida. A indicação é confirmada em avaliação psiquiátrica estruturada, que também revisa contraindicações.
Cetamina endovenosa e subcutânea: qual a diferença?
As duas usam cetamina racêmica em dose subanestésica. A via endovenosa (infusão de ~40 minutos) permite controle fino da dose e é a principal; a subcutânea dispensa acesso venoso e pode ser usada nas primeiras sessões de adaptação ou quando o acesso é difícil. Ambas acontecem em sala monitorada, com psiquiatra e enfermagem presentes.
Como a cetamina age no cérebro? Qual o mecanismo NMDA?
A cetamina bloqueia receptores NMDA do glutamato — neurotransmissor excitatório principal do cérebro. Esse bloqueio desencadeia ativação da via mTOR e aumento de BDNF (Brain-Derived Neurotrophic Factor), promovendo neuroplasticidade no córtex pré-frontal medial e hipocampo. Mecanismo distinto dos antidepressivos serotonérgicos clássicos (ISRS, IRSN, ADTs), com início de resposta tipicamente em 24-72 horas.
Quantas sessões são necessárias?
No Instituto InMind, são 8 sessões na fase de resgate da depressão resistente, em geral 2 por semana, e, quando indicado, 4 sessões de manutenção.
Quanto tempo dura cada sessão?
Cerca de 40 minutos de infusão e 30 a 60 minutos de observação clínica, totalizando aproximadamente 90 minutos no consultório.
Quanto tempo demora para fazer efeito?
A literatura indica início de resposta em 24 a 72 horas, significativamente mais rápido que antidepressivos orais (4 a 6 semanas).
Quais os efeitos colaterais?
Os mais comuns são dissociação leve, tontura, náusea e elevação transitória de pressão arterial e frequência cardíaca durante a sessão. Todos são autolimitados e revertem em minutos a horas.
A infusão intravenosa causa dependência?
Em protocolos médicos monitorados, com seleção adequada de paciente, controle de dose e acompanhamento clínico, o risco de uso problemático é considerado baixo. Histórico de transtorno por uso de substâncias exige avaliação individualizada antes da indicação. O risco aumenta substancialmente em uso fora de contexto médico.
Posso continuar meus medicamentos orais?
Em geral sim. A maioria dos antidepressivos é mantida durante o protocolo. Apenas algumas medicações em dose alta podem reduzir eficácia e são reavaliadas.
Onde é feito o procedimento?
Instituto InMind — Rua Real Grandeza 108, salas 107 e 108, Botafogo, Rio de Janeiro.
Cetamina é coberta por plano de saúde?
No Brasil, a maioria dos planos de saúde não cobre infusão intravenosa de cetamina para DRT. O Instituto InMind atende exclusivamente como particular; emite recibo médico para tentativa de reembolso conforme política individual do plano.
Cetamina serve apenas para depressão?
A indicação principal e com maior evidência é depressão resistente ao tratamento (DRT) e ideação suicida aguda. Há evidência em transtornos relacionados (depressão bipolar resistente, TEPT, dor crônica neuropática refratária) em protocolos específicos. Não é indicada para depressão leve, ansiedade pura ou condições sem falha terapêutica prévia.
Cetamina é segura para idosos?
Sim, com avaliação cardiovascular prévia e ajuste de dose. Estudos com pacientes idosos com DRT mostram eficácia e segurança comparáveis a adultos mais jovens, desde que conduzido em ambiente clínico monitorado com aferição contínua de sinais vitais.
O efeito da cetamina é permanente?
O efeito agudo dura tipicamente de dias a semanas. Por isso o protocolo de infusão é parte de um plano longitudinal que inclui otimização farmacológica oral, psicoterapia e plano de manutenção individualizado. A frequência das sessões de manutenção é definida caso a caso conforme estabilidade clínica.
Tratamento com cetamina existe no Brasil?
Sim. A cetamina é registrada pela ANVISA como anestésico e o uso para depressão resistente é off-label mas amplamente respaldado pela literatura clínica internacional. No Brasil, o protocolo intervencionista para depressão resistente é oferecido em clínicas especializadas — o Instituto InMind, em Botafogo, Rio de Janeiro, oferece o protocolo com sala clínica monitorada, aferição contínua de sinais vitais e supervisão do Dr. David Sosa (CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051).
O que é cetamina intravenosa (IV)?
Cetamina intravenosa é a administração da cetamina racêmica (R+S) por infusão endovenosa em dose subanestésica (aproximadamente 0,5 mg/kg em 40 minutos). Também disponível por via subcutânea (SC), com evidência robusta (KADS trial, Loo 2023). O objetivo é modular receptores NMDA do glutamato e promover neuroplasticidade rápida no córtex pré-frontal medial e hipocampo, com início de resposta antidepressiva em 24-72 horas em pacientes com depressão resistente ao tratamento (DRT).
O que é sessão de cetamina?
Uma sessão de cetamina no Instituto InMind dura cerca de 90 minutos: 15 minutos de preparação e aferição de sinais vitais + 40 minutos de infusão (IV ou SC, dose 0,5 mg/kg) + 30-60 minutos de observação clínica pós-infusão. O paciente permanece em sala reservada e monitorada, com equipe de enfermagem presente durante todo o período. Não pode dirigir nas próximas 12 horas após a sessão.
Onde encontrar clínica de cetamina no Rio de Janeiro?
O Instituto InMind (Rua Real Grandeza 108, salas 107 e 108, Botafogo, RJ) é uma clínica especializada em psiquiatria intervencionista que oferece protocolo de cetamina IV/SC para depressão resistente. A 5 minutos do metrô Botafogo, com acesso fácil de Flamengo, Catete, Humaitá, Copacabana, Ipanema, Leblon e Barra da Tijuca. Toda indicação parte de avaliação psiquiátrica completa com Dr. David Sosa (CRM-RJ 52.86494-3 · RQE 19051 · IPUB/UFRJ).
Cetamina IV para depressão vale a pena?
Vale em cenários clínicos específicos: falha a 2 ou mais antidepressivos em dose e tempo adequados (definição de depressão resistente), ideação suicida ativa que exige resposta rápida (24-72h), ou preferência clínica por intervenção com resposta rápida em vez de espera prolongada por nova troca oral. Não vale em depressão leve, primeiro episódio, ou sem estrutura de acompanhamento longitudinal. Taxa de resposta em DRT: 60-70% após protocolo padrão (Sanacora APA 2017, McIntyre 2021).
Quanto tempo dura o efeito da cetamina IV?
Efeito de dose única: 7 a 14 dias após a infusão, com pico em 24h. Efeito do protocolo de resgate (8 sessões): semanas a meses. Manutenção, quando indicada (4 sessões): prolonga a resposta e reduz recaída. Efeito antisuicida específico: pode aparecer em horas e durar dias. A duração exata depende da dose, do número de sessões e das características individuais do paciente — otimização farmacológica oral e psicoterapia estruturada durante a "janela terapêutica" é o que sustenta a resposta a longo prazo.
Cetamina IV causa dependência?
O uso clínico controlado em protocolo intervencionista para DRT, em ambiente monitorado e sob supervisão médica direta, tem risco de dependência muito baixo — bem diferente do uso recreativo de rua (que envolve doses altas e via não controlada). A literatura de segurança (Short et al., Lancet Psychiatry 2018; Sanacora APA 2017) considera o risco de dependência clinicamente desprezível em protocolos ambulatoriais padronizados. Ainda assim, a triagem prévia inclui histórico de uso de substâncias, e pacientes com histórico ativo de dependência química recebem avaliação e conduta específicas.
Cetamina IV é dolorida?
A infusão em si é indolor — o acesso venoso é o mesmo desconforto de uma coleta de sangue de rotina. Durante a sessão, o paciente permanece deitado em maca confortável, monitorado, e pode sentir alterações leves de percepção (sensação flutuante, dissociação leve) que a maioria descreve como agradáveis ou neutras — não dolorosas. Náusea leve é o efeito adverso mais comum e pode ser tratada preventivamente. O período de observação pós-infusão (30-60 min) permite acompanhamento até total recuperação.
Cetamina IV vs ECT (eletroconvulsoterapia) — qual escolher?
Ambos têm evidência para depressão resistente e o ensaio ELEKT-D (NEJM 2023) demonstrou não-inferioridade da cetamina IV comparada à ECT em pacientes com DRT não-psicótica. A escolha depende de: gravidade e resposta prévia (ECT é padrão-ouro histórico em casos graves com resposta rápida necessária), risco cognitivo (ECT tem risco de comprometimento cognitivo temporário, cetamina IV não), acesso e logística (ECT exige internação ambulatorial em anestesia geral, cetamina IV é ambulatorial em consultório), preferência do paciente (muitos preferem cetamina por evitar anestesia geral). A decisão é sempre compartilhada após avaliação psiquiátrica completa.
Qual é o protocolo de infusão de cetamina para depressão?
O protocolo de referência na literatura usa infusão intravenosa lenta, em dose calculada pelo peso, ao longo de cerca de 40 minutos. Na fase de indução, as sessões costumam ocorrer duas vezes por semana, por duas a três semanas; depois, a frequência é reduzida conforme a resposta. No Brasil o uso em depressão é off-label, com termo de consentimento, monitorização da pressão arterial e observação após cada sessão. O desenho exato é individualizado na avaliação psiquiátrica. Saiba mais em como a cetamina funciona na depressão.
Cetamina funciona para ansiedade?
A evidência da cetamina em transtornos de ansiedade ainda é preliminar e menos consistente do que em depressão. Estudos pequenos sugerem redução rápida de sintomas ansiosos em parte dos pacientes, sobretudo quando a ansiedade acompanha um quadro depressivo resistente, mas o efeito tende a ser transitório. Hoje ela não é indicada como tratamento inicial de ansiedade: psicoterapia e medicação convencional continuam sendo a base. A infusão pode ser considerada em casos refratários, após avaliação psiquiátrica criteriosa.
Cetamina funciona para TOC?
Para o transtorno obsessivo-compulsivo, a cetamina tem evidência inicial e limitada: alguns ensaios pequenos observaram alívio rápido das obsessões em parte dos pacientes, mas o efeito durou poucos dias e os resultados não foram uniformes. Por isso ela não substitui o tratamento de primeira linha do TOC, baseado em terapia de exposição e medicação. Em casos resistentes, a infusão pode ser discutida como estratégia complementar, assim como a estimulação magnética transcraniana, sempre após avaliação individualizada.
Cetamina trata dor crônica?
A cetamina é usada em alguns centros de dor para síndromes de dor crônica refratária, como dor neuropática e síndrome dolorosa regional complexa, geralmente em protocolos conduzidos por anestesiologistas ou especialistas em dor. No Instituto InMind, o protocolo é psiquiátrico: o foco é depressão resistente e quadros associados. Quando dor crônica e depressão coexistem, a melhora do humor pode reduzir o impacto da dor, mas o manejo da dor em si deve seguir com a equipe de dor do paciente.
Quem tem pressão alta pode fazer infusão de cetamina?
Pode, desde que a hipertensão esteja controlada e seja reavaliada antes de cada sessão. A cetamina eleva de forma transitória a pressão arterial e a frequência cardíaca durante a infusão, por isso a monitorização contínua da pressão é parte obrigatória do protocolo. Hipertensão descontrolada, aneurisma, doença cardiovascular instável ou AVC recente são contraindicações relativas ou absolutas. Na avaliação inicial, o psiquiatra revisa histórico cardiológico, exames e medicações em uso, e pode solicitar parecer do cardiologista antes de iniciar.
Posso dirigir depois da infusão de cetamina?
Não. Após a sessão, não é permitido dirigir, operar máquinas nem tomar decisões importantes pelo restante do dia. A cetamina causa alterações de percepção, sonolência e lentificação de reflexos que podem persistir por horas, mesmo quando a pessoa se sente bem. O paciente permanece em observação na clínica, em Botafogo, até a recuperação dos parâmetros e deve sair acompanhado por um adulto responsável. No dia seguinte, as atividades habituais, incluindo dirigir, costumam estar liberadas.
Cetamina funciona para transtorno bipolar?
A cetamina pode ser usada na depressão bipolar resistente, com estudos mostrando resposta rápida em parte dos pacientes, mas exige cautela adicional. O principal cuidado é o risco de virada para mania ou hipomania, por isso a infusão só é feita em paciente estabilizado, mantendo o estabilizador de humor e com monitorização estreita. Não é indicada em fases de mania ou de instabilidade do humor. A decisão deve ser tomada com o psiquiatra que acompanha o transtorno bipolar.
Cetamina ajuda em ideação suicida?
Sim: a redução rápida da ideação suicida, em horas a dias, é um dos efeitos bem documentados da cetamina em depressão, e ocorre em parte dos pacientes. Isso a torna uma opção em situações de risco em que os antidepressivos convencionais demorariam semanas para agir. O efeito é transitório, por isso a infusão integra um plano de tratamento mais amplo, com acompanhamento próximo. Em risco iminente, procure uma emergência ou ligue 188 (CVV). Saiba mais sobre depressão e seus tratamentos.
Tratamento com cetamina para depressão é seguro?
Com avaliação prévia, dose baixa e monitoramento, os efeitos adversos mais comuns (dissociação, tontura, náusea e aumento da pressão) costumam passar em 1 a 2 horas. O tratamento não é isento de riscos: hipertensão ou doença cardíaca não controladas, psicose e uso problemático de substâncias exigem avaliação cuidadosa ou impedem o uso. No Brasil, o uso em depressão é off-label, com consentimento informado.